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Biossegurança no estúdio de cílios: o protocolo que evita problema

31 de agosto de 2026 · 8 min de leitura

Extensão de cílios acontece a milímetros da mucosa ocular, com material pontiagudo, em uma pessoa de olhos fechados que confiou em você. Biossegurança aqui não é enfeite de currículo: é a parte do serviço que a cliente não vê e que decide se ela vai embora bem.

Biossegurança no estúdio de cílios — LASHÉ, sistema para lash designers.
Ninguém vê a esterilização. Todo mundo vê o resultado quando ela falha.

O que torna o cílio um caso especial

Diferente de outros procedimentos estéticos, aqui existe contato próximo com mucosa e lágrima, material perfurocortante fino (as pinças) e um produto químico volátil (a cola). A conjuntivite é a complicação mais comum quando o protocolo falha — e ela se transmite com facilidade entre clientes por material mal higienizado.

Protocolo de biossegurança no estúdio de cílios: antes, durante, depois do atendimento e cuidado com as pinças.
O protocolo inteiro cabe no intervalo entre duas clientes.

Antes de a cliente deitar

Durante: a regra do descartável

Micro brush, escovinha, pad, fita, papel, algodão e palito são de uma pessoa só. Nada volta para o pote comum depois de encostar na cliente — nem "só para dar uma ajeitada". Retirar produto do pote com espátula limpa, e não com o dedo, vale o mesmo princípio.

A pedra de cola é para aquele atendimento. Cola sobrando não volta para o frasco.

Depois: pinça é o item crítico

Pinça encosta em mucosa e é reutilizada — logo, passa pelo caminho completo:

O erro mais comum do dia a dia: passar álcool na pinça e chamar aquilo de esterilização. Álcool 70% é desinfetante de superfície. Para material que toca mucosa, o processo é limpeza → desinfecção → esterilização, nessa ordem.

Lixo, ventilação e a sala

Lixeira com tampa e pedal, saco trocado com frequência, resíduo com cola fechado antes de descartar. Sala ventilada — o vapor de cianoacrilato acumulado é o que causa boa parte dos olhos ardendo que a cliente relata (e que muita gente confunde com alergia; a diferença está neste artigo).

Regularização: o que costuma ser cobrado

As exigências variam por município e pela vigilância sanitária local, e a lista muda de cidade para cidade. Na prática, o que costuma ser pedido de um estúdio é: alvará de funcionamento, pia com água corrente na área de atendimento, lixeira com tampa, comprovação do processo de esterilização e produtos com registro na Anvisa. Consulte a vigilância da sua cidade antes de investir na reforma — sai mais barato que refazer.

Mostre o protocolo, não esconda

Abrir a embalagem da pinça esterilizada na frente da cliente, trocar o lençol com ela olhando, higienizar as mãos na frente dela: isso não é exibição, é argumento de venda. A cliente que percebe cuidado não pergunta preço da mesma forma.

Vinte segundos de lavagem das mãos com sabão é a medida mais eficaz de biossegurança do estúdio.
É a medida mais barata e mais eficaz do estúdio inteiro — e a mais pulada quando o dia aperta.

Ficha, histórico e agenda em um lugar só

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